Problemas comuns

O que é?

A tendinite no punho, ou como é popularmente chamada tendinite no pulso, é uma patologia que afeta os tendões localizados na região do punho, de modo que ela desenvolve uma irritação ou inflamação no local. Os tendões são estruturas elásticas e fibrosas responsáveis por conectar os ossos aos músculos e também por transmitir a força de contração muscular que realiza os movimentos de dobra ou de esticar.

Quais as causas?

Existem diversas causas que possibilitam o desenvolvimento da tendinite no punho, mas as principais são: a sobrecarga dos tendões, causada por movimentos intensos e repetitivos; pessoas idosas acima de 60 anos (pois as estruturas se desgastam com o tempo e perdem a elasticidade); outras doenças, como a artrite reumatoide, hipotireoidismo e a diabetes mellitus; e questões de saúde, como obesidade, má alimentação ou sedentarismo.

Quem faz parte do grupo de risco?

No geral, todas as pessoas estão sujeitas a sofrer de tendinite no pulso, mas algumas, seja por conta da prática de esportes ou por conta do trabalho, estão mais sujeitas. Sendo assim, praticantes de esportes como tênis, basquete ou handebol e profissionais como jornalistas, músicos, cozinheiros, carpinteiros e pintores estão sujeitos a sofrer da patologia. No âmbito da sexualidade, homens e mulheres podem desenvolver a doença, mas elas estão mais sujeitas por conta da frequente queda hormonal.

Quais são os sintomas de tendinite no pulso?

O principal sintoma da patologia é a dor no punho que pode ser confundida com dor muscular, pois pode irradiar para outras regiões. Ela também aumenta conforme os movimentos e é mais intensa à noite, pois o corpo está relaxado e mais perceptível a dores. Outros sintomas de tendinite no pulso são a vermelhidão e queimação no local inflamado, sensibilidade e dificuldade em movimentar o punho, edema (inchaço) e até mesmo incapacidade de realizar alguns movimentos com a mão por conta da dor no pulso.

De que forma é feito o diagnóstico?

Para o diagnóstico de tendinite no pulso, o paciente deve levar ao ortopedista especialista em mãos várias questões, como por exemplo: os sintomas sentidos, um breve relato do histórico médico familiar e individual além de contar sobre a rotina que leva. O ortopedista vai utilizar todos esses dados para descartar outras doenças (como a tendinite na mão ou de De Quervain) e assim chegar o mais próximo de um diagnóstico.

O próximo passo é realizar o exame físico no paciente por meio da análise dos movimentos no punho, que é uma das partes mais importantes da consulta médica. Todavia, se ainda assim não for possível determinar o diagnóstico, o médico pode pedir ao paciente que faça alguns exames de imagem, como uma ultrassonografia para avaliar o estado dos tendões.

Quais as formas de tratamento?

Assim que o diagnóstico for confirmado, o ortopedista especialista em mãos deve indicar a melhor forma de tratamento, que pode ser conservadora (também chamada de convencional) ou cirúrgica (composta de cirurgia da mão). A etapa de tratamento visa retomar o estado normal das estruturas do paciente, de modo que ele possa retomar da melhor forma possível às atividades.

No caso do tratamento conservador, não há a necessidade de cirurgia e o processo de reabilitação é feito à base de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos, sessões de fisioterapia para fortalecer os músculos, compressas de gelo por no máximo 15 minutos e quatro vezes ao dia, repouso e, dependendo da avaliação médica, afastamento do trabalho. Muitas vezes, para auxiliar na recuperação e nos movimentos, o médico pode indicar uma órtese ortopédica, como uma munhequeira com tala.

Já o tratamento cirúrgico é indicado para os casos onde a tendinite no punho exige um tratamento mais complexo ou quando o tratamento conservador falhar. Nesse caso, é necessário que o paciente seja submetido a uma cirurgia de mão. Uma das opções é a cirurgia de descompressão, que visa descomprimir o tendão de sua bainha, de modo que a mobilidade não seja impedida. Outra cirurgia possível é a de costurar o tendão, caso ele tenha sofrido alguma lesão. A escolha da cirurgia ideal depende da gravidade da lesão e será recomendada pelo ortopedista especialista em mãos.

Informações de reabilitação e pós-operatório

A reabilitação pós-cirúrgica é necessária pois acelera o processo de recuperação do tendão e dos movimentos do punho. Normalmente, o paciente é liberado do hospital em um prazo de no máximo três dias e logo deve iniciar as sessões de fisioterapia leve, pois apesar de o repouso ser indicado, muito tempo sem movimentar o punho pode ser prejudicial.

O prazo de completa reabilitação fica em torno de dois a três meses, mas depende das características de cada paciente, em um idoso com artrose no punho, por exemplo, pode demorar ainda mais alguns meses. Vale lembrar que algumas atividades são terminantemente proibidas pelo médico (como dirigir, retomar esportes ou tocar instrumentos musicais) e somente podem ser retomadas com seu aval.

 

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