Problemas comuns

 

A síndrome do canal de Guyon corresponde à compressão do nervo ulnar, responsável pela sensibilidade dos dedos mínimo e metade no anelar. O paciente que sofre com a condição fica propenso a sentir formigamento nos dedos e dor no punho. Felizmente o tratamento para esse tipo de patologia é fácil e rápido de ser revertido.

O que é?

Para melhor entendimento da síndrome do canal de Guyon é necessário uma breve contextualização sobre o nervo ulnar.  Na anatomia humana, ele se localiza na região do osso ulna, estrutura que compõe o antebraço. Esse nervo se interliga a outras partes do braço, como o ligamento lateral interno do cotovelo. Na mão, ele está diretamente conectado com o dedo mínimo. Além do mais, ele é conhecido por ser o maior nervo desprotegido do corpo humano, já que não é envolto por nenhum músculo ou osso. 

O nervo ulnar passa por um estreito túnel que se ramifica através da palma da mão. Para essa estrutura dá-se o nome de canal de Guyon. Esse túnel, por sua vez, é formado essencialmente por dois ossos: o pisiforme e o hamato, além do respectivo ligamento que os une. É por meio desse canal que o nervo ulnar se conecta com o dedo mínimo e o dedo anelar.

A síndrome do canal de Guyon nada mais é do que a compressão desse nervo. É em detrimento disso que o paciente comumente acusa dormência (parestesia) no quarto e quinto dedo da mão, além de dor no punho.

Quais as causas?

A literatura médica ainda não se aprofundou sobre as verdadeiras causas dessa compressão. Para se ter uma ideia, o primeiro registro da doença ocorreu em 1908, quando uma parestesia dos dedos de um paciente foi descrita.

De lá para os dias de hoje, se sabe que a síndrome do canal de Guyon pode ter relação direta com outras lesões. Essa patologia pode estar associada a cistos sinoviais do punho, macro trauma na região e fraturas ósseas na mão. Pequenos traumas oriundos de lesão por esforço repetitivo também podem dar origem à essa disfunção do nervo ulnar.

Sintomas

Os traços dessa doença são variáveis para cada paciente. Geralmente a síndrome do canal de Guyon se manifesta por dor no punho e parestesia no dedo mínimo e anelar. Muitos pacientes se queixam de sensação de alfinetada nesses dois dedos, justamente nas primeiras horas do dia.

Há casos em que a sintomatologia abrange queimação no punho e na mão, choques nos locais onde a compressão é maior, além de fraqueza ao abrir os dedos. Essa progressão da dor no punho ocorre algum tempo após os primeiros sintomas. Por isso a importância de procurar ajuda médica o quanto antes. 

Diagnóstico

Um simples exame físico, realizado na primeira consulta com o especialista pode bastar para o diagnóstico da patologia. A sensibilidade evidenciada no dedo mínimo e anelar, e a dor no punho já são suficientes para a correta identificação da doença.

Porém, a fim de descartar outras enfermidades que apresentam sintomatologias semelhantes à compressão do nervo ulnar, médicos encaminham o paciente para estudos eletrofisiológicos mais aprofundados. Por meio desse exame, é possível constatar a velocidade de condução nervosa da região acometida. Sendo assim, o ponto de compressão no canal de Guyon será identificado com mais precisão.

Exames radiográficos também são solicitados para averiguação de possíveis traumas ou fraturas. Mas não são obrigatórios para a síndrome.

Tratamento

O tratamento da síndrome do canal de Guyon visa a descompressão do nervo e o alívio dos desconfortos.  

A princípio são prescritos analgésicos e anti-inflamatórios para a diminuição da dor no punho e nas demais regiões. Recomenda-se que haja repouso do membro acometido pela compressão do nervo ulnar.

Em alguns casos é necessário imobilizar o local com órteses. Sessões de fisioterapia geralmente devem ser realizadas em paralelo com o tratamento. 

A síndrome do canal de Guyon é fácil de ser revertida, desde que o paciente acometido busque ajuda médica rapidamente.  Em casos mais extremos, como posto acima, a reabilitação se dará por meio de uma cirurgia de descompressão do nervo.

Mas independentemente do agravamento da doença, é raro o paciente apresentar sequelas após o tratamento. Isso permite uma vida normal, sem as limitações e desconfortos da compressão do nervo ulnar e do canal de Guyon.

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