Problemas comuns

O que é?

Sindactilia é uma anomalia rara que causa a fusão anormal de dois ou mais dedos das mãos. Essa doença é congênita, ou seja, presente ainda mesmo durante a fase de desenvolvimento do feto na barriga da mãe. Basicamente, existem dois tipos de Sindactilia: a sindactilia cutânea, que costuma ser simples e de fácil correção com a cirurgia de mão ou pé por afetar apenas tecidos moles, e sinostose, que é mais complexa e afeta os ossos também, tornando a cirurgia de correção mais complicada.

A origem da palavra vem do grego, “syn”, que significa junto, e “dactyl”, que significa dedos ou mesmo dígitos. Como a anomalia é considerada extremamente rara, alguns pesquisadores e estudiosos indicam que a incidência dela seja de 1 para cada 2000 ou 3000 nascidos vivos. Acompanhe mais abaixo para entender como ela ocorre:

Quais as causas?

Embora ainda não se saiba muito sobre a doença, o que já se pode afirmar é que ela pode ser tanto hereditária, onde o pai ou a mãe são portadores do gene responsável, como uma patologia surgida a partir de outras alterações genéticas, como:

  • Síndrome de Apert: gera anomalias craniofaciais e inclui a sindactilia entre os sintomas.
  • Síndrome de Carpenter: além de apresentar a sindactilia, desenvolve a branquidactilia, que é quando alguns dedos são mais curtos que outros.
  • Síndrome de Cornelia de Lange: essa síndrome é caracterizada pelo atraso motor, outras malformações congênitas e, por fim, a sindactilia.

Quem faz parte do grupo de risco?

No caso de homens e mulheres, a incidência prevalece mais sobre eles do que nelas, e quando o assunto é a cor de pele, a raça branca lidera os índices da doença (mesmo que o motivo seja desconhecido). Mulheres que são usuárias da droga lícita hidantoína – presente em medicamentos anticonvulsivos – apresentam maior risco de desenvolvê-la em seus bebês caso tenham feito o uso durante a gravidez. É importante consultar o médico responsável e um pediatra para avaliar os riscos ou trocar o remédio.

Quais os sintomas?

Na forma mais comum da sindactilia, o segundo e o terceiro dedo da mão ou do pé apresentam fusão leve e não necessita de cirurgia. Entretanto, como a doença pode estar associada à síndromes, outras anomalias podem ocorrer em conjunto, como problemas no crânio, face e ossos.

Um exemplo famoso de sidactilia simples é o do ator norte-americano Ashton Kutcher, que tem o segundo e terceiro dedos levemente colados. Ele não precisou fazer a operação para corrigir o defeito pois não afetava a mobilidade do pé afetado.

Os casos mais graves da doença costumam juntar também tecidos moles e duros de outros dedos, o que pode debilitar muito o indivíduo, inclusive desenvolvendo outros tipos de problemas, como a Polidactia (crescimento de mais dedos na mão) ou mãos em lagosta. Em situações assim, é importante realizar a cirurgia para possibilitar que futuramente a pessoa consiga usar mãos ou pés sem grandes debilidades.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico parcial é feito ainda durante o parto, onde o pediatra examina minuciosamente o bebê em busca de algum problema físico. Entretanto, o diagnóstico oficial deve ser feito clinicamente por um médico ortopedista especialista em mão ou pé, onde ele irá analisar os dados fornecidos pelo hospital ou pediatra. Ele deve analisar novamente mãos ou pés e, por fim, deve pedir exames para verificar se a sindactilia também fez a fusão dos ossos.

Os exames mais usados são: radiografias, pois permitem visualizar com grande capacidade os tecidos ósseos, exame cromossômico, para identificar se o problema é ou não parte de uma síndrome, e um eletrocardiograma, pois é comum verificar crianças portadoras da patologia enfrentarem também problemas cardiológicos.

Quais as opções de tratamento?

A única opção de tratamento possível é por meio de cirurgia, entretanto, ela só é recomendada para os casos mais sérios, onde a fusão dos dedos atrapalhe demasiadamente a mobilidade do paciente e até mesmo por uma questão estética. Em alguns casos, quando a junção dos dedos afeta somente o segundo ou terceiro dedo e junta somente até a segunda articulação (ou primeira falange) dele, pode não ser necessário realizar a cirurgia.

A operação deve ser realizada ainda durante o primeiro ou segundo ano de vida do bebê para que seja mais bem sucedida. No pé, a cirurgia de correção não é recomendada para a grande maioria dos casos justamente por não afetar a mobilidade. Com exceção das situações onde há junção do primeiro e segundo dedo, pois dificulta a realização de atividades físicas e necessita que o paciente faça uso de calçados especiais.

O procedimento deve ser feito em uma sala hospitalar esterilizada e equipada com equipamentos de ponta. Em cirurgias feitas em pacientes com menos de dois anos de idade, a equipe médica (incluindo o anestesista) tem que estar preparada para lidar com crianças, e o hospital deve contar com uma Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica para receber o pequeno paciente.

Como em algumas cirurgias a separação dos dedos pode fazer com que um deles seja menor que o outro e fique sem pele suficiente para cicatrizar, é provável que o médico faça enxerto de pele para cobrir a área em falta. O material pode ser recolhido de locais como antebraço ou coxa e também ter origem artificial.

Informações sobre pós-operatório e prevenção

O pós operatório tende a ser simples e sem demasiadas complicações, entretanto, em pacientes onde a sindactilia seja grave, juntando mais que apenas dois dedos, pode ser necessário realizar mais de uma operação. Os pontos devem ser retirados entre quinze e vinte dias após a cirurgia e a higiene local, até que os pontos sequem, deve ser feita com a ajuda de gaze e líquido antisséptico.

Como a doença ainda não possui causa aparente, a única forma de prevenção é não deixar as gestantes tomarem medicamentos à base da droga hidantoína, que está entre o grupo de risco. Em todo o caso, se a patologia for hereditária, é indicado consultar um geneticista para saber melhor sobre os riscos.

A sindactilia não é um fator de contraindicação para a realização de esportes, pelo contrário, com o acompanhamento do ortopedista especialista em mão ou pé, a prática de esportes se torna válida por ajudar a fortalecer a musculatura local.

Menu - Problemas comuns

Consultório - Cotia, SP

Avenida Santo Antônio, 53
Tel: 4616-0406


Consultório - São Paulo, SP

Rua Conselheiro Brotero, 1505
Conjunto 31, 8º Andar
Tel: 3667-6132
Nextel: 94765-3990