Problemas comuns

O que é?

Conhecida como artrose articular do polegar, a Rizartrose é um tipo específico de artrose que afeta a articulação do polegar – conhecida como trapézio metacarpiana – que é responsável por uma série de movimentos, como os de pinça.

Vale ressaltar que o polegar é um dos dedos mais importantes das mãos, pois nos diferencia de outros animais, afinal de contas, somente nós é que conseguimos encostá-los nos outros quatro dedos da mão. Além disso, ele carrega uma função muito importante nas atividades diárias. Imagine você, que ações como abrir garrafas, abotoar camisas e até mesmo digitar, não seriam possíveis ou tão simples sem ele.

Até por isso, tanto o dedo como a articulação do polegar, são tão importantes e frágeis, pois é uma das primeiras a sofrer com o desgaste advindo da idade e das doenças que aparecem com ela. Um exemplo muito claro é o caso de pessoas que passaram por cirurgias de reconstrução da mão ou de idosos que sofram de osteoartrose.

A osteoartrose é pior, pois além do desgaste articular fora do comum, há também a exposição do osso subjacente, o que causa muita dor, deformidade e limitação dos movimentos.

Quais as causas?

Apesar de a medicina não conhecer uma causa exata, sabe-se que algumas questões podem facilitar o desenvolvimento da doença, pois é uma articulação exposta ao desgaste precoce. Questões como predisposição genética, ser do sexo feminino, outras doenças (como artrite reumatoide e gota), idade avançada e fraturas na região do polegar podem influenciar.

No entanto, o que muitas pessoas confundem, é que apesar de ser uma doença tida como da idade, o principal fator que desencadeia a rizartrose (ou artrose) é o fator genético. E no caso das mulheres, o que influencia são as constantes crises hormonais e a meia idade, que é a faixa etária onde elas passam pela maior parte das mudanças corporais.

O sobreuso da articulação da base do polegar não é considerado uma causa, pois ainda não foi comprovado que pode aumentar a incidência da rizartrose. O que se sabe é que em uma pessoa já diagnosticada com a patologia, os sintomas tendem a aumentarem de forma mais rápida se ela fizer uso constante e excessivo dos polegares.

Quais os sintomas?

O principal sintoma é a dor localizada sobre a articulação. No início ela não é incapacitante, mas dificulta movimentos como rodar maçanetas, abrir garrafas ou girar chaves em fechaduras e pode ser evitada com repouso da articulação. Se você sentir, por exemplo, rigidez articular durante as primeiras horas do dia, dor local e dificuldade de realizar movimentos de pinça com o polegar, então procure um médico ortopedista especialista em mãos.

Quando o diagnóstico for feito de forma tardia ou se os sintomas forem mais graves, mesmo durante o repouso ou mesmo durante a noite a dor pode ser sentida (e isso se deve ao corpo estar mais relaxado durante o período noturno e portanto mais sensível a dores).

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico pode ser feito clinicamente por um médico ortopedista especialista em mãos e na maioria das vezes é dividido em três fases. Na primeira, o médico fará algumas perguntas, por exemplo: “como é a dor?”, “quando começou?”, “quais são os sintomas?”, “quais são as suas atividades diárias?” e entre outras. Para tanto, é importante que o paciente faça anotações com respostas a essas perguntas antes da consulta para diminuir a duração dela e agilizar o diagnóstico.

Ele pode anotar, por exemplo:

  • O histórico médico e familiar, como doenças comuns na família, se ele já passou por cirurgias ou se já sofreu com alguma doença no local.
  • Uma lista com os sintomas sentidos: se a dor é mais forte durante a manhã, ou se há dificuldade para realizar atividades e até mesmo se há perda da força local.
  • Um pequeno relato das atividades diárias: esportes, lazeres, profissão, ações como dirigir, digitar ou usar muito o teclado de alguns aparelhos eletrônicos. É importante anotar questões do tipo pois podem forçar mais a articulação e piorar os sintomas caso for de fato um diagnóstico de rizartrose.

O segundo passo é o exame físico, onde o médico deve se atentar mais à articulação e inclusive pedir ao paciente que realize movimentos de pinça ou para apertar objetos no intuito de reparar em perda de força ou rigidez articular.

Já o terceiro passo são os exames de imagem, como radiografias, ressonância magnética, ultrassonografias ou tomografias. Dos quatro, o mais usado é a radiografia, pois mostra com precisão se há comprometimento ósseo. Em todo o caso, como esse exame não é capaz de captar tecidos moles, como cartilagens ou tendões, a ressonância ou a tomografia podem ser muito úteis, pois mostram com precisão os tecidos internos.

Quais as formas de tratamento disponíveis?

Existem duas formas de tratamento disponíveis, que são o tratamento conservador (sem cirurgia) e o tratamento cirúrgico. No entanto, ambas as formas visam retardar a progressão dos sintomas e impedir que o paciente tenha problemas durante as atividades rotineiras, já que não há cura para a artrose.

A indicação para o tratamento conservador só é feita se os sintomas forem leves ou se o grau de desgaste articular for baixo. Ela consiste em prescrever medicamentos analgésicos para a dor e anti-inflamatórios, sessões de gelo três ou quatro vezes ao dia com duração de 10 a 15 minutos e sessões de fisioterapia para fortalecer a musculatura local e evitar o desgaste.

É comum que após atividades que envolvam a articulação ou durante estações climáticas com frio intenso os pacientes sintam dor. Nestes casos, é recomendado que o paciente faça uma órtese, que é diferente da tala, pois é moldada para se ajustar à mão do paciente.

Todavia, se essa opção de tratamento falhar, o mais indicado é zelar pela cirurgia, pois além de ser uma opção de tratamento eficaz, é a mais indicada para os casos mais graves. Existem basicamente quatro tipos de cirurgia disponíveis para tratar da rizartrose, são elas: cirurgia de próteses articulares, artroplastia de suspensão, artrodese e a osteotomia.

A primeira consiste em substituir a articulação lesionada por uma prótese articular, mas devido à alta demanda de força e mobilidade do polegar, os resultados não são tão bons. A segunda opção consiste em retirar o osso trapézio e substitui-lo por um tendão do próprio polegar, que é o tendão Abdutor Longo. Dessa forma evita-se que os dois ossos se choquem.

Já a terceira opção, a artrodese, é a fusão ou junção de dois ossos, mais utilizada em pacientes jovens. E a última, a osteotomia, consiste em remodelar um osso ou reposicioná-lo de forma que corrija a deformação advinda da rizartrose. Sendo que essas duas últimas apesar de serem aceitas, são bem menos usadas se comparadas às outras opções.

Informações sobre pós-operatório

A cirurgia deve ser feita em uma sala cirúrgica esterilizada que possa contar com equipamentos de ponta e deve ser aplicada anestesia geral no paciente. Dependendo da gravidade da cirurgia, ela deve durar entre duas e quatro horas.

Após o procedimento, o paciente deve permanecer na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) entre um e três dias, mas ainda assim, não é raro ver pacientes que são transferidos para o quarto no mesmo dia. Para imobilizar a região operada e permitir o movimento dos demais dedos, o paciente deve utilizar uma tala ortopédica pelo período de três semanas da operação, pois irá proteger o local e mantê-lo imobilizado. O primeiro curativo é realizado após sete dias, e após duas a três semanas são retirados os pontos.

É importante realizar a consulta de retorno no médico ortopedista especialista em mãos para verificar o sucesso do procedimento. No intuito de fortalecer os movimentos locais, ele deve recomendar que o paciente faça sessões semanais de fisioterapia para fortalecer a musculatura local. No mais, é importante manter uma alimentação balanceada e praticar esportes conforme a capacidade física do indivíduo.

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