Problemas comuns

 

O que é?

A dormência nas mãos é uma das lesões mais comuns entre ciclistas e, por isso, é também conhecida como paralisia do ciclista. Diferente do que se pode imaginar, as mãos são uma das partes do corpo que mais sofrem pressão durante o exercício de pedalar, por conta de todo o peso e pressão que é posto sobre elas com o simples ato de segurar o guidão. Apesar disso, é claro que a dormência nas mãos não é uma lesão que ocorre apenas entre pessoas que praticam o ciclismo. Ela pode aparecer por conta de traumas na região, tumores ou até mesmo na prática de outros esportes.

A paralisia do ciclista ou dormência nas mãos ocorre em um dos três principais nervos da mão, o nervo ulnar. Esse nervo é bastante importante porque passa por uma espécie de túnel ou canal – nomeado Guyon, localizado na altura do punho e responsável não só pela sensibilidade dos dedos mínimos e anelares como também por grande parte dos movimentos da mão. O que acontece na lesão (que é bastante comum entre ciclistas por conta dessa área afetada, muito utilizada na prática do esporte), é a compressão do nervo, que acaba exatamente comprometendo a sensibilidade e a realização de movimentos da mão.

Tanto quanto as lesões nas costas, pernas ou braços, a lesão da mão no esporte também é muito frequente e deve ser tratada com a mesma seriedade e importância. Mesmo quando, no caso da dormência nas mãos, o sintoma desaparece quando o exercício é interrompido, vale ficar atento a possíveis recidivas e procurar por um médico ortopedista especialista em mãos antes que a alteração se torne um incômodo maior ou até um dano permanente.

Quais as causas da paralisia do ciclista?

A dormência nas mãos costuma aparecer em ciclistas por conta do longo tempo que passam com as mãos apoiadas no guidão, colocando parte da pressão e peso do próprio corpo ali – o que causa um efeito de hiperpressão sobre a região chamada de hipotenar, onde está localizado o nervo ulnar. Então, o nervo ulnar acaba sendo comprimido para dentro do canal de Guyon, provocando a lesão e os sintomas.

A paralisia do ciclista, porém, pode ainda ser causada por outros fatores externos, como traumas, tumores, entre outros.

Quais são os sintomas?

Os sintomas são basicamente dormência e formigamento na palma da mão e nos dedos – concentrando-se principalmente no mínimo e no anelar. É bastante usual que a dor desapareça com o fim do exercício ou melhore ao balançar a mão, ou alternar a posição da pegada no guidão, mas ela pode persistir por dias e até meses com o passar do tempo.

É importante que o paciente procure por atendimento o quanto antes, logo ao perceber persistência ou recidiva dos sintomas.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da paralisia do ciclista ou dormência nas mãos é bastante simples e rápido. Na maioria das vezes, ele costuma ser feito apenas por meio da observação dos sintomas e conversa com o paciente, no próprio consultório médico.

Dependendo da queixa ou histórico do paciente, o médico ortopedista pode solicitar por exames de imagem, geralmente radiografia, ou por uma eletroneuromiografia – exame neurofisiológico que monitora a atividade elétrica nas células musculares, específico para identificar doenças dos nervos, entre outros tipos.

Quais os tratamentos para a dormência nas mãos?

A dormência nas mãos precisa de tratamento sempre que atinge a fase crônica, ou seja, quando os sintomas persistem mesmo com repouso ou aparecem com certa frequência. O tratamento costuma ser feito com o uso de medicamentos anti-inflamatórios e pode ser necessário o uso de tala, além de sessões de fisioterapia – para recuperação das mãos e retorno às atividades esportivas.

Além disso, é imprescindível que o paciente passe a ter alguns cuidados a fim de evitar que a paralisia retorne.

É possível prevenir?

Existem algumas maneiras de prevenir a hiperpressão na região hipotenar e evitar os sintomas da dormência nas mãos na hora de pedalar. Vale, por exemplo, tentar alternar a posição das mãos no guidão e utilizar luvas com proteção acolchoada, além de procurar sempre utilizar bicicletas do tamanho certo e com os ajustes apropriados para a altura, habilidade e estrutura do ciclista.

É importante lembrar ainda da necessidade de alongar as mãos e braços, esticando os punhos, dedos e agitando as mãos, tanto antes quando depois o exercício.

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