Problemas comuns

O que é?

A Lesão por Esforço Repetitivo, ou simplesmente LER, é uma síndrome ocupacional que ocorre a partir de atividades repetitivas ou hábitos de postura feitos de forma errônea que podem prejudicar o corpo humano.

Também conhecida por Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho (DORT), essa síndrome engloba um grupo de doenças que afetam músculos, tendões, nervos e que afetam em maioria os membros superiores, são elas: tendinite, Tenossinovite de De Quervain, bursite, epicondilite, síndrome do túnel do carpo e dedo em gatilho.

Quais as causas?

Existem diversas causas que contribuem para o desenvolvimento da LER, mas elas se desenvolvem de forma muito lenta, pois são atividades diárias, que se iniciam com um pequeno incômodo ou um “mau jeito”, como má postura, movimentos intensos e repetitivos, levantamento exacerbado de peso ou mesmo dormir com postura errada.

Contudo, existem outras causas menos conhecidas, como passar muito nervoso no trabalho ou ser muito irritado durante o dia. De qualquer forma, grande parte dos casos dessa síndrome são dores intensas nas mãos causadas pelo excessivo uso do teclado de computador, que pode comprometer as pequenas articulações das mãos.

Quem integra o grupo de risco?

Basicamente, todas as pessoas, com diferentes profissões e hábitos podem ser vítimas da LER, mas há um grupo seleto, que é justamente conhecido como “grupo de risco”, são eles: profissionais que trabalham com linhas de montagem, que usam de forma contínua computadores, operadores de britadeira, músicos, esportistas, cozinheiros, gamers, pessoas que fazem trabalhos manuais e jornalistas.

Quais os sintomas?

Os sintomas irão depender da área afetada do corpo, então podem variar desde uma pequena dor na mão a até uma sensação extremamente limitante que exige o afastamento do trabalho.

Já no caso do mundo esportivo, é muito comum ver jogadores de tênis, levantadores de peso, entre outros atletas, desenvolverem doenças associadas à Lesão Por Esforço Repetitivo.

No entanto, os sintomas não param por aí, se a síndrome se agravar, ela pode causar até mesmo inflamações no local, fraqueza muscular, redução da capacidade de se movimentar e até mesmo formigamentos na mão.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito em consulta clínica com um médico ortopedista especialista em mãos. Na consulta, o médico pedirá um pequeno relato da rotina diária (o que faz, fez, faz, come, trabalha, estuda, exercita e etc), uma lista com os sintomas sentidos e também o histórico de saúde familiar.

O segundo passo é o exame físico onde o médico deve analisar a região afetada, no caso, a mão. O especialista deve pedir que o paciente faça uma série de movimentos de flexão e extensão no punho, da mão e dos dedos ou então que ele segure uma bolinha de borracha para verificar em que nível está a falta de mobilidade.

Ainda assim, caso ele não consiga constatar o diagnóstico, ele pode precisar do auxílio de exames de imagem, que tem capacidade superior de avaliar as estruturas internas, como uma radiografia, ultrassonografia, ressonância magnética ou até mesmo uma tomografia computadorizada. Esses exames permitem verificar com exatidão estruturas como músculos, cartilagens, tendões e ligamentos que compõem uma articulação.

Quais as opções de tratamento?

O tratamento irá depender da doença que causa a síndrome LER e do estágio em que ela está, mas normalmente é bem próximo um do outro e raramente exige decidir pela cirurgia, o que significa que a maioria dos casos são resolvidos com o tratamento conservador.

Essa modalidade de tratamento é composta de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios – que reduzem dor e inchaço, sessões de fisioterapia ou terapia ocupacional, que visam melhorar a amplitude de movimentos e fortalecer a musculatura local e também o uso de bolsas térmicas quentes, frias ou alternadas, dependendo da orientação médica.

No entanto, em casos extremos, onde o tratamento conservador não tenha surtido efeito, o mais correto a se fazer é indicar a cirurgia, avaliando riscos, possibilidades e chances de recuperação, mas vale ressaltar que o percentual de pessoas que precisam de cirurgia é extremamente raro para o caso da LER.

Informações sobre recuperação e pós-operatório

A duração do período de recuperação depende muito da pessoa. Em um indivíduo jovem, que desenvolveu dedo em gatilho pois utiliza muito os dedos da mão e de forma intensiva, o tratamento completo pode variar entre três a cinco semanas, ao passo que em pessoas com a saúde mais debilitada, como idosos, o tratamento pode servir apenas para controlar os sintomas (caso ele ou ela seja portador de reumatismo ou alguma ramificação da artrose) e durar entre dois e quatro meses, mas varia em cada caso.

Em algumas situações, quando o diagnóstico é decorrente de profissão ou esporte, o mais indicado é que o paciente tente diminuir a intensidade de trabalho ou até mesmo mude de área, pois pode comprometer a saúde física e metal dele (até por isso é extremamente recomendado contratar os serviços de um psicólogo ou realizar sessões de acupuntura para redução do estresse). No mais, é importante manter uma rotina de sono saudável, uma dieta balanceada e praticar esportes para ativar a circulação.

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