Problemas comuns

O que é?

Basicamente, nervos são minúsculos tubos parecidos com pequeninas “Fibras ópticas” que levam “dados” e estímulos por todo o corpo. Para levar essas informações até o cérebro, são usados os axônios, e no sentido contrário, os dentritos. No entanto, quando ocorre uma lesão que danifica o nervo periférico, ela pode tanto prejudicar parcialmente a função dele como interromper totalmente.

O Nervo Periférico tem a função de levar comandos e estímulos aos músculos e membros mais distantes do corpo, como dedos e músculos da mão. Ele é responsável por levar impulsos de dor, sensibilidade e por controlar o fluxo de sangue em artérias e veias.

Quais as causas?

As causas mais comuns para Lesão de Nervo periférico são ferimentos ou cortes nas mãos ocasionados por acidentes com facas, prensas e acidentes automobilísticos. Algumas pessoas e profissões fazem parte do grupo de risco, são elas: açougueiros, cozinheiros, serralheiros, operários de maquinário pesado e demais profissões que manuseiam prensas e objetos pontiagudos.

Vale dizer que cortes advindos de facas ou guilhotinas são muito mais fáceis de tratar que cortes advindos de esmagamentos ou fraturas na mão, que também podem lesionar os nervos. De qualquer forma, todas as pessoas estão sujeitas a sofrer com essa patologia no dia a dia.

Quais os sintomas?

O principal sintoma é a dor advinda do corte profundo no dedo ou em outra região, mas quando há lesão que danifica o nervo, então o paciente sente sensibilidade distal ao local (mais próxima das extremidades). Portanto, se o corte tiver sido no braço, então a pessoa irá sentir sensibilidade da região mais próxima dos dedos bem como uma certa sensação de anestesia, mesmo que haja dor e queimadura no local.

Primeiros Socorros

Durante os primeiros socorros, é preciso limpar o ferimento e cobri-lo com toalha limpa, evitando contato com vírus e bactérias. Não se deve realizar nenhum método que diminua a circulação, pois pode danificar ainda mais os tecidos internos. O mais indicado é fazer uma pequena compressa curativa no local, de modo que estanque o sangramento.

Para realizar uma cirurgia com anestesia, o paciente deve estar sob jejum, sendo assim, se o corte exigir um procedimento cirúrgico emergencial, a pessoa não deve comer nem beber nas horas seguintes ao acidente ou corte. O mesmo vale para o caso de suspeita de rompimento do nervo, pois a xilocaína impede a função do nervo periférico por até 10 horas. O que se deve fazer é realizar todos os testes para descartar a lesão nervosa.

De que forma é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito clinicamente por um médico ortopedista especialista em mãos, que irá analisar algumas informações sobre o paciente, o ferimento e também fará testes em caso de suspeita de lesão de nervo periférico. Um dos testes mais simples é o chamado de “discriminação de dois pontos”, ele consiste em realizar dois toques com objetos pontiagudos na pele com cinco milímetros de distância. Se o paciente não sentir o toque com até 10 milímetros de distância, é sinal de que o nervo se rompeu completamente.

Outro teste muito usado em crianças (que podem não colaborar durante a consulta), consiste em colocar a extremidade prejudicada em uma bacia de água. Em situações normais, a pele ficaria enrugada, ao passo que se a inervação estiver lesada, não. Existe uma outra maneira de identificar lesão nervosa, que é por meio do toque à pele. Se a sensação for de choque, então o paciente lesionou o nervo. Demais exames tem eficácia duvidosa, como a Eletroneuromiografia, que não responde bem neste caso.

Quais são as opções de tratamento disponíveis

As opções de tratamento vão depender muito do estado do ferimento. O nervo periférico tem capacidade de se regenerar sozinho, mas ainda assim deve passar por tratamento.

Em primeiro lugar, é preciso diferenciar a lesão nervosa. Um nervo lesionado por meio de ferimento aberto, seja por esmagamento, corte ou ferimento por arma de fogo, deve passar por cirurgia. Agora, lesões internas podem ser tratadas de modo conservador, ou seja sem cirurgia.

A cirurgia de reconstrução do nervo é extremamente delicada – nervos geralmente tem um milímetro de diâmetro para menos - e exige aparato próprio para microcirurgias, como lupas, pinças e fios de sutura que às vezes são mais finos que fios de cabelo. Nela, conectam-se as duas extremidades separadas e, para que elas não se separem, é preciso refazer a membrana protetora.

Informações sobre recuperação e pós-operatório

A recuperação e regeneração do nervo é mais fácil em pacientes jovens e crianças, ao passo que em adultos e idosos com mais de 60 anos é mais lento. O mesmo vale para determinadas partes do corpo, se o corte foi na mão ou em algum dedo, a reconstrução é mais fácil, já cortes no cotovelo ou no braço demoram mais.

Todavia, o paciente precisa ter paciência, pois a recuperação pode demorar até mesmo um ano e os sintomas podem passar semanas ou meses após a cirurgia, devido ao tempo de regeneração do nervo.

Durante esse tempo, que é subjetivo, pois varia de paciente para paciente, é preciso fazer várias sessões de fisioterapia (ao menos duas sessões por semana) no intuito de estimular outros tecidos, como músculos e articulações que não foram danificado. Do contrário, esses tecidos podem se tornar inúteis e atrofiar. No mais, é preciso manter uma dieta balanceada, rica em nutrientes e estabelecer uma rotina de sono agradável.

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