Problemas comuns

O que é?

Para entender o que acontece na Lesão de Stener é preciso compreender primeiro um pouco mais sobre as estruturas da mão.

No corpo humano, existem diversas articulações. O objetivo delas é ligar dois ossos e permitir que sejam realizados movimentos. Uma das articulações presente nas mãos é a metacarpofalangeana, que conta com a ajuda de ligamentos para manter sua estabilidade, entre eles o ligamento colateral ulnar. A Lesão de Stener é resultado de uma lesão nesse ligamento específico.

As lesões podem ser parciais ou completas (ruptura) e, além de causar dor nos dedos da mão, interferem na realização dos movimentos do polegar, área onde está localizado o ligamento afetado.

Quais as causas?

A Lesão de Stener também é conhecida por lesão do esquiador, justamente por conta da maneira mais comum como ela ocorre: em queda com a mão espalmada (aberta) – o polegar vai para trás em direção ao punho, acidente comum entre os atletas. Mas, apesar de ser conhecido como um problema dos praticantes de esqui, a lesão acomete praticantes de outras modalidades esportivas.

Ela também é chamada de Lesão de Gamekeeper (caçador). A nomenclatura popular é resultado dos constantes casos de lesões nos ligamentos relatados por caçadores de coelhos, que usavam o movimento do polegar e, consequentemente o ligamento colateral ulnar, para quebrar o pescoço dos animais.

Quedas comuns do dia a dia também podem resultar na Lesão de Stener, especialmente quando há muita força exercida sobre o polegar.

Sintomas

Os principais sintomas da Lesão de Stener são a dor e a dificuldade de realizar os movimentos que necessitam da articulação. Abrir portas, segurar uma caneta, digitar no celular ou no computador são exemplos de atividades que vão ficando cada vez mais difíceis.

Diagnóstico

Os casos de Lesão de Stener podem ser confundidos com outras lesões, como, por exemplo, tendinite, ou então podem ser ignorados por um tempo, especialmente quando os sintomas são mais amenos. Para evitar que a condição piore, é importante procurar ajuda assim que perceber que há algo errado, ainda que seja um desconforto pequeno.

Para facilitar o diagnóstico, procure um médico especialista em mãos. Na consulta, relate a ele todos os sintomas e se houve queda durante atividades físicas ou em algum outro momento.

Na consulta, o especialista realiza uma série de exames físicos para observar respostas à dor e sinais de pouca mobilidade ou dificuldade para mover o polegar, por exemplo.

Como a Lesão de Stener pode ser acompanhada por alguma outra, como fratura, é normal que o médico solicite uma radiografia. Outros exames de imagem, como ressonância ou ultrassom, podem ser realizados para analisar se a lesão é parcial ou completa.

Tratamento

O tratamento vai depender do tipo de lesão. Nos casos de lesões parciais, é comumente indicado o método conservador (sem intervenção cirúrgica). Em geral, nesses casos, a região é imobilizada (tala) por um período que pode durar até um mês. Depois disso, se o quadro tiver progredido corretamente, o paciente realiza sessões de fisioterapia para fortalecer a área e retomar gradativamente os movimentos.

As Lesões de Stener agudas (resultado de trauma) e crônicas (reincidentes ou resultado de repetição) normalmente recebem a indicação de cirurgia da mão por conta do ligamento rompido. Nesses casos, o processo cirúrgico é necessário porque a cicatrização do ligamento não ocorre da maneira adequada.

O reparo cirúrgico é seguido por imobilização, assim como no tratamento convencional. O tempo de uso da órtese pode ser entre um ou dois meses, tudo vai depender do caso e da avaliação médica. Além do uso de medicamentos, também é recomendada fisioterapia.

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