Problemas comuns

O que é?

A fratura do rádio distal, popularmente conhecida como fratura do pulso ou do punho, ocorre por conta de uma lesão nos dois ossos que compõem o antebraço: Rádio e Ulna. O primeiro é localizado ao lado do polegar e forma uma série de ligações com o segundo e ossos menores do punho.

Esse tipo de lesão é comumente encontrado em idosos acima de 65 anos por conta de ossos mais fracos (fator muitas vezes relacionado à idade). Ela também pode ser encontrada em recém-nascidos e crianças, mas consiste em uma fratura chamada galho verde, que é uma lesão com osso para dentro, sem afetar o periósteo (membrana externa ao osso).

Caí com a mão estendida, quebrei o punho?

Possivelmente, se após uma fratura com descarga de força excessiva sobre o punho com o braço estendido, o paciente estiver sentindo dor forte e repentina no punho ou antebraço, e a região estiver inchada, ele deve procurar um médico, pois os sintomas podem indicar que ele tenha quebrado o punho. Em casos extremos, essa fratura pode ser bilateral, ou seja, ocorrer tanto para a esquerda como para a direita do rádio.

Quais as possíveis causas de uma fratura no rádio?

A fratura do rádio ocorre, na grande maioria das vezes, por conta de um trauma no punho igual ao peso do corpo (como a lesão com o braço estendido). É comum esse tipo de lesão ocorrer em praticantes de esportes radicais, como em skate e Snowboard; entretanto, lesões no rádio podem acontecer em qualquer tipo de situação do cotidiano que envolva uma queda com o braço estendido, como tropeçar ou em um acidente de bicicleta.

Como é feito o diagnóstico pelo ortopedista?

Antes de realizar o diagnóstico, o médico verifica os sintomas apresentados pelo paciente, se atentando a dores repentinas no punho ou antebraço, desconforto na área da lesão durante o período da noite, dor e inchaço. Em determinados casos quando o osso quebra e também se desloca, é possível notar uma deformidade na região.
Após o pré-diagnóstico, o médico pode pedir uma série de exames, como uma radiografia da região afetada, uma ultrassonografia e uma tomografia axial computadorizada, que é utilizada para avaliar o alinhamento dos fragmentos ou a condição da articulação. Em determinados casos, quando há lesão de ligamento ou de outros ossos do pulso, uma ressonância magnética pode ser pedida pelo médico.

Já no caso de fratura exposta, ou seja, com os fragmentos ósseos mal alinhados, o ortopedista deve fazer uma redução, que basicamente significa deslocar os fragmentos em uma posição aceitável. Se a redução tiver sido bem sucedida, todo o processo de exames deve ser repetido, para decidir então qual o tratamento indicado.

Quais são os tipos de tratamento?

Existem vários tipos de tratamento para fratura do rádio, como a redução fechada, a redução fechada com cirurgia percutânea e a redução aberta, todos realizados por um cirurgião.

Na redução fechada, o médico aplica anestesia geral para evitar a dor enquanto manipula os fragmentos dos ossos. Terminado o procedimento, o paciente deve ter a região imobilizada com gesso. Esse tipo de tratamento é indicado para fraturas dorsais, que causem uma deformidade na extensão da palma da mão.

No caso da redução fechada com fixação percutânea , o cirurgião fará a aplicação de parafusos por meio de artroscopia – uma cirurgia pouco invasiva – que são fixados após o alinhamento dos fragmentos. Eles são cobertos com um curativo estéril e o antebraço é imobilizado com gesso, os parafusos devem ser retirados com quatro semanas de uso.

Já na redução aberta, que é indicada apenas para casos mais raros, quando os fragmentos não são redutíveis, o médico usa um prego percutâneo para estabilizar os fragmentos. Há também o alinhamento das articulações, que deve ser avaliado com uma tomografia computadorizada ou por meio de Artroscopia do punho.

O tempo de recuperação varia de acordo com o tipo e a gravidade da fratura. Fatores como idade, alimentação e terapias de fortalecimento dos tecidos devem ser levados em consideração. Se uma fratura sem desvio em um jovem leva cerca de 2 a 3 meses de recuperação, em uma mulher idosa com osteoporose, ela deve levar cerca de 5 meses. Uma dieta baseada em frutas, verduras leguminosas, sementes, nozes, amendoins e cereais é essencial para uma recuperação rápida.

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