Problemas comuns

O que é?

A fratura de braço é basicamente a rachadura, fragmentação ou quebra do úmero, osso que liga a escápula (ombro) até o cotovelo. Ele é um dos ossos mais importantes do corpo, pois liga ossos do antebraço (rádio e ulna) até o ombro, e como tal, ele está suscetível a possíveis fraturas ósseas.

Sumariamente, existem dois tipos de fraturas, que são as fechadas e as expostas – bem mais graves. No caso das fraturas fechadas, elas podem ser de dois subtipos: traumas diretos, contra o braço ou o ombro, que podem fazer com que o úmero se fragmente, e traumas indiretos, causados por uma transmissão de impacto através do cotovelo.

Quais as causas e quem faz parte do grupo de risco?

Existem diversas causas que permitem que uma pessoa frature o úmero, como ossos muito frágeis, extrema tensão sobre o osso, fortes impactos na região ou mesmo um trauma indireto sobre o osso, como é o caso de pessoas que caem encima do braço com o cotovelo fechado. Situação essa em que a ulna é empurrada contra o úmero distal, o que causa a ruptura.

Embora pessoas de diferentes idades possam sofrer com uma fratura do tipo, alguns grupos estão mais suscetíveis, como indivíduos com uma média de 55 a 60 anos ou mais, pessoas que sofram com osteoporose (doença que torna os ossos mais fracos e menos resistentes), crianças – pois ainda contam com ossos menos resistentes – e jogadores de arremesso com lançamento, como no caso do beisebol ou handebol.

Quais os sintomas?

O sintoma imediato é a dor no braço, intensa na região do úmero e pode ser sentida ao movimentar o punho ou dedos, mas não impede totalmente os movimento das mãos.

Os sintomas que por certo aparecem após os primeiros minutos ou horas após quebrar o braço são hematomas, inchaço e sensibilidade ao tocar a região. Mesmo no ombro, há intensa dor ao movimentá-lo.

Em casos mais graves, quando efetivamente há uma fratura que divide o osso em dois, os movimentos na região podem se tornar incapacitantes. Embora seja incomum uma fratura no úmero lesionar artérias ou nervos, quebrar este osso pode lesionar o nervo radial, uma situação muito mais grave, mas que pode ser corrigida mediante intervenção médica.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico pode ser feito clinicamente por um médico ortopedista especialista em mãos, que irá analisar os movimentos que se estendem desde dedos, punho, antebraço, cotovelo, ombro e do próprio braço a fim de descartar outras lesões, como uma fratura do punho. Além disso, em caso de deformidade devido ao edema e a um possível deslocamento da fratura, o profissional deve se atentar a tocar o local, de modo que possa encontrar saliências ósseas.

O médico pode pedir que o paciente faça exames de imagem que revelem em que estado estão os ossos, músculos e tendões, o que além de permitir um diagnóstico mais preciso também permite ao médico decidir pela melhor forma de tratamento.

Quais são as formas de tratamento disponíveis?

Em caso de fratura óssea sem deslocamento de fragmentos, as melhores formas de tratamento são por meio da imobilização acompanhada da prescrição de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios até que a dor diminua.

Após o período imobilizado, o paciente deve realizar imediatamente sessões de fisioterapia para evitar a atrofia dos músculos. Fato que pode levar a uma doença conhecida como capsulite adesiva ou ombro congelado, por isso é tão importante realizar o passo a passo médico.

No entanto, para o caso de fraturas expostas ou deslocamento de fragmentos ósseos, o mais indicado é se dirigir imediatamente à cirurgia para reparação de danos. A cirurgia visa, além de recolocar os fragmentos em seus devidos lugares, limpar a região para livrá-la de bactérias e colocar pinos, placas ou parafusos de titânio para prender a estrutura abalada e assim facilitar o processo de regeneração do osso.

Informações sobre recuperação e pós-operatório

O pós operatório varia em cada caso. Vale salientar que em todos os casos, como se trata de uma cirurgia que irá mexer com tecidos ósseos, é importante aplicar anestesia geral.

Após a cirurgia, o paciente deve permanecer na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para esperar o efeito passar e inclusive para ser monitorado por uma equipe médica especializada. Esse período deve se estender de menos de um dia até um período de dois dias. Nesse sentido, um paciente com mais de 60 anos pode ter que esperar mais tempo ainda nessa ala justamente por ter uma saúde teoricamente mais debilitada.

A completa recuperação deve se estender de dois meses até quatro ou cinco meses, dependendo de cada caso.

Nesse período, o paciente operado deve utilizar uma órtese ortopédica para imobilizar e proteger a região operada, se afastar das atividades diárias, como trabalho ou esporte, tomar medicamentos analgésicos ou anti-inflamatórios prescritos pelo especialista e iniciar sessões de fisioterapia assim que o médico ortopedista especialista em mãos permitir.

No mais, retornar ao trabalho, dirigir, carregar peso ou retornar ao esporte, são atividades que só devem ser feitas mediante autorização médica. E para evitar qualquer inconveniência médica, é importante dormir de barriga para cima nesse período, manter uma alimentação saudável e praticar esportes sem comprometer a saúde física.

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