Problemas comuns

O que é?

O Antebraço é uma das regiões mais importantes do corpo, ele conecta o punho ao cotovelo por meio de dois ossos, o rádio e a ulna. No entanto, é também uma das regiões mais suscetíveis a sofrer fraturas e lesões por conta de fatores como: brigas, acidentes, quedas e fraturas causadas durante atividades esportivas. Para identificar os ossos, basta saber que o rádio é a continuação do polegar, e a ulna é paralela a ele e também é o maior osso do antebraço.

A fratura de antebraço é mais comum em adultos e jovens que em crianças (onde ocorre a fratura incompleta chamada galho verde), e pode ocorrer em três regiões: na parte mais próxima do punho, no terço distal (mais acima do antebraço), no meio (fraturas diafisárias) e por fim na parte mais próxima do cotovelo (na parte mais proximal, ou seja, mais abaixo).

Quais as causas?

Existem diversas causas que possibilitam uma fratura no antebraço, são elas: golpe direto – com predominância sobre a ulna, justamente por estar exposta a pancadas (como em caso de defesa própria, também conhecida como golpe do cassetete), quedas com o braço esticado, seja durante a prática esportiva ou uma queda de grande altura e também durante acidentes. No entanto, há possibilidades advindas também do trabalho, como em caso de profissionais e operários que trabalham com maquinário pesado e prensas.

Quais os sintomas?

O sintoma imediato após a fratura, é a dor, que costuma ser intensa e incapacitante a ponto de não permitir os movimentos de prono-supinação (de virar para baixo e para cima a palma da mão). Há também inchaço (ainda mais se a fratura tiver lesionado também alguma articulação, pois causa sangramentos internos), hematomas na pele e ainda que seja considerado mais difícil de ocorrer, dormência nos dedos e no punho.

Embora seja comum haver deformidades na fratura do antebraço, não é sempre que ela deve ocorrer, isto é, uma fratura simples no rádio nem sempre causa extrema deformidade. Agora, se ambos os ossos do antebraço sofrerem lesões, então além do inchaço, ocorrerá também a clara deformidade local. O quadro é ainda pior quando ocorre uma fratura exposta, que precisa de tratamento emergencial por conta do risco de infecção.

De que forma é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito clinicamente por um médico ortopedista especialista em mãos, agora, caso a fratura seja grave e exposta, então é preciso encaminhar o paciente para a emergência ao mesmo tempo em que o médico analisa o quadro clínico. Em todo o caso, é sábio que o paciente vá acompanhado de alguém, e para tornar a consulta clínica mais rápida e diminuir o tempo até o diagnóstico, vale fazer três pequenas anotações:

  • Um pequeno relato com a rotina diária do paciente – o que ele faz, fez, toma, pratica, estuda e trabalha.
  • Uma lista com os sintomas sentidos no braço quebrado e em que momento eles iniciaram.
  • Um breve relato do histórico de saúde individual e familiar, pois pode contar com informações relevantes, como artrose, diabetes, reumatismo, lúpus, etc.

Com esses dados, o médico ortopedista especialista em mãos pode eliminar suspeitas e seguir para o exame físico, onde ele deve analisar a mobilidade local. No caso do antebraço, o profissional deve pedir ao paciente que realize movimentos de prono-supinação (virar para cima e para baixo a palma da mão), além de tocar a região para verificar possíveis deformidades na estrutura interna.

O terceiro passo, que é a forma mais clara de diagnosticar uma fratura, é com exames de imagem, que permitem visualizar estruturas internas sem realizar uma incisão na pele. Os exames mais utilizados neste caso, são: radiografia (pois visualizam com grande precisão estruturas ósseas) e Ressonância Nuclear Magnética (RNM), pois tem mais capacidade de avaliar a cartilagem articular.

Quais são as formas de tratamento disponíveis?

Todas as formas de tratamento disponíveis tem o objetivo de reestabelecer a saúde e anatomia original do paciente, o mesmo se aplica para o tratamento da fratura de antebraço. Existem dois métodos para tratar o paciente, são eles: meios conservadores (também chamados de convencionais) e meios cirúrgicos.

O primeiro é indicado para aqueles casos onde a fratura seja simples e com mínima mudança de fragmentos (onde eles não tenham se deslocado). Já o segundo é essencial e é a única forma de tratar fraturas expostas ou fraturas cominutivas (onde o choque tenha sido demasiado grande a ponto de partir o osso em vários fragmentos.

O tratamento conservador é à base de prescrição de medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios e anestésicos para diminuir a dor, imobilização óssea com uma tala ou órtese ortopédica e assim que o médico permitir, sessões controladas de fisioterapia para trabalhar a musculatura local, que com o desuso decorrente da imobilização, pode atrofiar.

Em lesões expostas, onde os fragmentos ósseos estejam para fora da pele, é preciso tratar com urgência por meio de cirurgia para evitar infecções. Neste caso, os médicos fazem as incisões necessárias para avaliar o prejuízo nas estruturas internas, limpar a região de possíveis bactérias e recolocar os fragmentos ósseos no lugar para permitir a calcificação.

Contudo, só isso não é capaz de fazer o osso se recuperar, portanto é preciso colocar pinos, placas e parafusos de titânio que permitam uma fixação mais rápida. Em grande parte dos casos graves, para facilitar a recuperação, os médicos utilizam um enxerto ósseo do próprio paciente, que diminui o tempo de reabilitação.

Informações sobre recuperação e pós-operatório

A recuperação vai depender de três fatores: quem sofreu a fratura (se foi uma criança, um adulto ou um idoso), qual osso quebrou (pois devido a uma série de fatores, um osso pode se recuperar de modo mais rápido ou lento que outro) e como é o organismo do paciente (se é saudável, se ele tem alguma doença séria, etc). Uma fratura com recuperação rápida é tida de duas a três semanas, já uma fratura séria como na diáfise do fêmur (no meio do osso), pode demorar até cinco meses.

Portanto, o período de recuperação irá variar conforme uma série de dados sobre o paciente e a fratura. Já no caso de cirurgia, ela deve ser feita com anestesia geral e em uma sala cirúrgica esterilizada, podendo durar de durar de duas a cinco horas. O paciente deve esperar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por um período de um dia para ficar sobre observação e esperar a anestesia passar. Dependendo do quadro de saúde, ele pode ser encaminhado para o quarto no mesmo dia.

Para manter a higiene no local operado, é preciso lavar manualmente o local com água boricada. Na maioria das vezes, para imobilizar o local, uma tala com gesso pode não ajudar, então a melhor opção é utilizar uma órtese ortopédica, que imobiliza de acordo com a necessidade do paciente. Até retirar o material, o paciente deve permanecer em casa, afastado do trabalho e de atividades físicas, iniciando logo depois as sessões de fisioterapia.

Retomar as atividades normais, como trabalho, dirigir ou atividade físicas, só é permitido com autorização médica. No mais, é preciso manter uma rotina de sono saudável e uma alimentação balanceada, rica em nutrientes.

Menu - Problemas comuns

Consultório - Cotia, SP

Avenida Santo Antônio, 53
Tel: 4616-0406


Consultório - São Paulo, SP

Rua Conselheiro Brotero, 1505
Conjunto 31, 8º Andar
Tel: 3375-6581
Nextel: 94765-3990