Problemas comuns

O que é?

Um dos ossos mais escondidos da mão, o Escafóide compõe um grupo de oito ossos que preenchem a palma da mão. Apesar de ter tamanho diminuto e ter forma semelhante a um feijão, esse osso representa grande importância para a estabilidade dos ossos proximais (mais próximos do punho) e distais (mais próximos dos dedos) do carpo. Apesar de ser diminuto e não ser muito exposto a traumas, a fratura do escafoide é a mais comum na região dos ossos do carpo e a segunda com mais ocorrência no punho.

Como é causado e quem faz parte do grupo de risco?

A fratura de Escafóide é causada não por um impacto intenso e direto, como a maioria dos ossos, mas sim por uma compressão sobre ele, que acaba ficando sem o suporte da região distal dos ossos do carpo e é pressionado contra o rádio, o que permite o choque e causa fratura.

O grupo de risco é predominantemente de pessoas com menos idade, como adolescentes, jovens adultos e adultos, e a maioria das fraturas é causada por quedas, lesões no esporte ou por conta de acidentes automobilísticos.

Quais são os sintomas?

O principal sintoma que aparece quase de forma instantânea é a dor, mas que tende a aumentar com o tempo. Apesar de não ser incapacitante no início, com as horas seguintes, pode surgir inchaço e equimose, que significa vazamento interno de sangue, o que causa manchas na pele e aí sim pode prejudicar quase que totalmente os movimentos da mão.

É o caso de um jogador de futebol que leva um chute na mão, de modo que fratura o escafoide, mas não sente dor imediata e inclusive pode voltar sozinho para a casa sem sentir dores incapacitantes – ele pode achar que é apenas uma dor que passará com anestésicos e anti-inflamatório. Nas horas seguintes, ou ao acordar, pode haver muita dor na palma da mão, mais próxima do polegar (região do osso), é aí que uma parcela dos pacientes decide buscar ajuda médica.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito clinicamente por um médico ortopedista especialista em mãos, que deve se utilizar de análise de dados do paciente, exame físico e exames de imagem para verificar qual a situação da fratura e a melhor opção de tratamento para ela.

Na consulta, o paciente precisará fornecer ao médico a maior quantidade de dados possível. São eles: um breve relato sobre a rotina diária do indivíduo, uma pequena lista dos sintomas e de como eles começaram e o histórico de saúde individual e familiar. Assim a consulta se torna mais rápida e o diagnóstico pode ser mais efetivo.

O exame físico, por sua vez, é composto de movimentos como fechar, abrir e esticar a mão ou segurar bolas ortopédicas de borracha. O médico também deve tatear toda a extensão óssea dos dedos para verificar se há outras fraturas e mesmo para se certificar sobre qual é o osso fraturado.

Por fim, para verificar melhor como está a parte óssea interna, o médico deve pedir exames de imagem, como uma radiografia, que é essencial em fraturas ósseas ou tomografia computadorizada (TC) e até mesmo uma ressonância nuclear magnética (RNM), para a visualização de tendões e cartilagens.

Quais são as opções de tratamento disponíveis no mercado?

O que vai determinar a melhor opção de tratamento é a forma como o osso quebrou, sendo assim, se a fratura tiver sido na parte mais distal – mais próxima dos dedos, então a melhor opção de tratamento é enfaixar e imobilizar com gesso abaixo do cotovelo. Isso se deve à região ser extremamente irrigada de vasos sanguíneos, o que é determinante para a consolidação óssea.

Agora, quando a lesão é mais próxima do rádio (punho), ocorre o contrário, justamente por ser uma região com pouca irrigação. Neste caso, a primeira fase do tratamento pode durar de seis a oito semanas e exigir uma imobilização gessada que vá acima do cotovelo e que inclua o polegar (o que na primeira alternativa de tratamento não ocorre).

A cirurgia somente é indicada como medida inicial no caso de fratura na parte mais proximal e consiste em realizar uma pequena incisão para colocar um parafuso na região afetada, de modo a reduzir e fixar a fratura, permitindo uma consolidação mais rápida.

No entanto, se ela for cominutiva (com mais de dois fragmentos), então pode ser necessário recolher um enxerto ósseo do próprio paciente para unir as partes, o que estimula a consolidação.

Informações sobre recuperação e tratamento

A imobilização com gesso pode ser feita em uma clínica especializada ou mesmo em um hospital e deve ser trocada em caso de quebrar ou molhar. No entanto, caso seja decidido pela cirurgia, ela deve ser realizada em uma sala hospitalar esterilizada, que conte com equipamentos de ponta e equipe médica preparada, além de ser necessário utilizar anestesia geral.

Dependendo do quadro clínico, o paciente pode ser encaminhado para o quarto no mesmo dia da cirurgia para esperar por lá o efeito da anestesia geral passar ou mesmo esperar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em um período de um a três dias.

As primeiras duas semanas são as mais complicadas, pois são o período para o paciente se acostumar com a imobilização e manter uma rotina estável de recuperação, com uma série de impedimentos médicos, como realizar esportes, dirigir, carregar peso ou qualquer outra atividade que interfira no tratamento. O médico ortopedista especialista em mãos pode prescrever medicamentos analgésicos ou anti-inflamatórios para reduzir a dor e o inchaço.

O período de estabilização total depende muito de cada caso, mas o que se pode dizer é que pode durar entre quatro até 20 semanas. Após retirar o gesso, é de suma importância iniciar sessões de fisioterapia para melhorar a capacidade de movimentos da mão e permitir que ela volta ao seu estado original. No mais, é importante manter uma alimentação saudável – rica em nutrientes, um período de sono estável e praticar esportes para melhorar a circulação.

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