Problemas comuns

O que é?

Cair e se machucar na infância é muito comum e faz parte da fase de descobertas e crescimento da criança. Logo, as fraturas também são bem frequentes, principalmente quando se trata de uma fratura do antebraço. Esse tipo de fratura específica representa algo entre 40 e 50% de todas as fraturas que acontecem no período de infância. Um dos motivos para ela ser tão frequente é o fato de as crianças geralmente esticarem o braço e se apoiarem nele para se protegerem mesmo das quedas mais simples.

Apesar de ser tão frequente, a fratura do antebraço em crianças raramente é muito grave, já que nessa fase os ossos são mais flexíveis e resistentes do que em adultos. O caso mais comum é o chamado de “fratura em galho verde”, em que o osso quebra apenas de um lado e não se tem uma fratura “completa”. Se tratada corretamente e acompanhado de perto por um médico ortopedista especialista em mão, dificilmente a fratura trará algum problema futuro.

Quais as causas da fratura do antebraço em crianças?

As causas mais comuns da fratura do antebraço em crianças e até da “fratura em galho verde” são as quedas acidentais, que podem ocorrer durante brincadeiras, como correr, pular, subir em escadas, cadeiras e árvores, ou, no caso de crianças com menos de 2 anos, até quando estão aprendendo a andar. 

Quem faz parte do Grupo de Risco?

A fratura em galho verde ou a fratura completa são cerca de 3 vezes mais frequentes nos meninos e também costumam ser mais comuns em crianças com mais de cinco anos ou durante o estirão da adolescência (entre 10 e 14 anos). Também é bom ficar atento às crianças muito agitadas, que podem acabar se machucando mais vezes, ou às crianças obesas, já que o sobrepeso pode interferir e fazer com que elas sofram lesões com mais facilidade.

É importante ressaltar, porém, que há perigo durante toda a infância, já que uma fratura mal curada pode acabar resultando em uma série de complicações no crescimento da criança.

Quais são os sintomas desse tipo de fratura?

Além de dor intensa, alguns outros sintomas podem ajudar a identificar uma fratura (seja a do antebraço ou até uma fratura da mão ou fratura do punho) e o exato local da lesão:

- dificuldade de se mexer;

- inchaço;

- manchas roxas;

- e deformidade na região indicando desvio no osso, em alguns casos.

Crianças com menos de 3 anos podem apresentar dificuldade de expressar a dor. Nesse caso, atente-se para sinais de irritação ou se a criança está evitando movimentar o antebraço.

Como é feito o diagnóstico?

Por se tratar de uma fase muito delicada, é importante que se procure um médico ortopedista especialista em mão logo que a fratura do antebraço for identificada. No hospital, primeiro será feito um exame clínico na região e, então, exames de raio-X para identificar o grau de lesão.

Se houver desvio de fragmento, é possível ainda que seja necessário colocar o osso de volta ao lugar com um “tranco manual” – que deve ser realizado apenas por um profissional.

Quais os tratamentos para a fratura do antebraço infantil?

O responsável pela criança pode iniciar o tratamento já em casa, para amenizar a dor até que entre em contato com o médico ortopedista especialista em mão. É possível imobilizar o local com uma tipoia improvisada com pano. Em caso de ferimentos, também pode limpar o local com um pano com água ou soro fisiológico e usá-lo para estancar o sangramento. O gelo também ajuda no inchaço, mas é importante que esteja sempre envolvido com uma toalha e jamais seja colocado em contato direto com a pele – para evitar queimaduras.

O tratamento que será indicado pelo médico pode variar de acordo com cada caso, grau de desvio e idade da criança. Em todos eles, porém, o paciente deverá ser imobilizado com uma tala gessada, com ou sem a fixação com fios de aço, até que seja definido se haverá ou não necessidade de cirurgia.

É possível prevenir uma fratura do antebraço em crianças?

É claro que cair é normal no período da infância, mas é possível sim prevenir uma fratura com alguns pequenos cuidados. Tenha sempre algum responsável por perto das crianças, principalmente das mais novinhas que ainda não sabem se movimentar muito bem, e as oriente, sempre que possível, quanto a perigos comuns – como praticar esportes sem utilizar devidamente o equipamento de segurança, correr em locais não apropriados, subir ou descer escadas sem prestar muita atenção. Dentro de casa, é bom evitar tapetes que escorregam e também deixar que a criança circule apenas de meia.

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