Problemas comuns

 

Diversas pessoas sofrem com dor no dedo, inclusive nos das mãos. É um incômodo que pode acometer um ou mais dedos e muitas podem ser as causas para uma pessoa ter dor no dedo da mão, entre elas, fraturas, luxações, contusões ou um esforço excessivo, além de doenças como artrite e artrose, por exemplo. Por isso, é importante sempre procurar ajuda de um médico ortopedista especialista em mãos para que a causa da dor seja identificada de forma correta. Abaixo você pode conferir algumas doenças que podem gerar dor no dedo da mão, suas causas, sintomas e possíveis tratamentos.

Artrose na mão

A artrose, também chamada de osteartrite, é uma doença que ataca as articulações, causando o desgaste da cartilagem (tecido que tem como função promover o deslizamento entre dois ossos durante um movimento). Seu comprometimento pode gerar dor, inchaço e limitação funcional. Existem dois tipos de artrose: a primária e a secundária.

A artrose primária pode acontecer pelo uso excessivo de uma articulação e pelo envelhecimento natural do corpo humano. O uso repetitivo das juntas ao longo dos anos causa danos à cartilagem, pois o fluído que existe entre as articulações, chamado de líquido sinovial, se degenera, bem como a cartilagem que recobre esse líquido, chamada de membrana sinovial.

Já a artrose secundária é uma consequência de doenças ou condições que o paciente possa ter, como obesidade, trauma repetido ou cirurgia das estruturas articulares, anomalias congênitas, gota, artrite reumatoide, diabetes e outros distúrbios hormonais.

Não existe cura para a artrose, mas a doença pode ser tratada para que os sintomas sejam amenizados. O sintoma mais comum é a dor nas articulações (que geralmente piora no final do dia e pode causar inchaço), calor, rangidos, além de limitação dos movimentos nas articulações afetadas. O tratamento deve ser dado por um médico ortopedista especialista em mãos.

Artrite reumatoide

A artrite reumatoide é uma doença autoimune que se caracteriza pelo ataque do próprio corpo às articulações, provocando inchaço, rigidez e dores nas juntas, capazes inclusive de limitar a movimentação no dia a dia. A doença faz com que exista dificuldade de realizar tarefas simples como escovar os dentes ou pentear os cabelos, pois a pessoa sente muita dor no dedo da mão.

É importante que a inflamação crônica seja tratada, pois a falta de tratamento pode levar à deformações e degeneração dos ossos.

A artrite reumatoide é mais comum em mulheres na faixa dos 30 aos 50 anos e os sintomas mais comuns são rigidez nas articulações, principalmente pela manhã; dificuldade de movimentação dos dedos ou dos membros; redução do apetite e perda de peso; febre baixa; fadiga e até nódulos visíveis na pele próximos às juntas.

Alguns exercícios realizados com indicação de um ortopedista e, sob a supervisão de um profissional, ajudam a melhorar os sintomas e a devolver qualidade de vida. Alguns estudos sugerem que, pelo potencial anti-inflamatório das gorduras mono e poli-insaturadas, o consumo de azeite de oliva e de pescados possa favorecer os portadores da doença.

Moléstia de De Quervain

A moléstia de De Quervain, ou síndrome de De Quervain, trata-se de uma forma de tendinite crônica que acomete com maior frequência mulheres dos 30 aos 50 anos e afeta dois tendões: o abdutor longo e o extensor curto do polegar. Diversos podem ser os fatores que causam a doença, como diabetes, gota e hipotireoidismo, mas também atividades de alta repetitividade de movimentos.

Os principais sintomas são dor aguda, inchaço no punho no lado em que o polegar está localizado e enrijecimento da região. Se a doença atinge níveis inflamatórios maiores, o paciente pode ter dificuldade para segurar objetos.

O diagnóstico da moléstia de De Quervain é dado por um médico ortopedista especialista em mãos após exames clínicos. Já o tratamento é conservador, por meio da utilização de anti-inflamatórios, imobilização do polegar, infiltração com corticoides e fisioterapia.

Dedo em martelo

No caso de dedo em martelo a ponta do dedo fica dobrada, e o paciente não consegue mover o dedo para cima ou sustentá-lo reto e, por isso, a única forma do paciente esticá-lo é com ajuda da outra mão. Essa ruptura pode ocorrer na porção tendinosa (dedo em martelo tendinoso) ou por causa de uma fratura no local de fixação (inserção) do tendão no osso (dedo em martelo ósseo). Geralmente ocorre por conta de trauma direto na ponta do dedo pela prática de esportes e outras atividades capazes de causar impacto no dedo. Depois de cicatrizada, é indolor. Mas antes pode causar muita dor no dedo.

O tipo de tratamento depende, basicamente, da gravidade e do histórico da lesão. No caso do dedo em martelo associado à fratura, o tratamento conservador está indicado quando o tamanho do fragmento ósseo é pequeno e com pouco deslocamento. Nesses casos o paciente permanece com o dedo imobilizado com uma tala de alumínio.

Quando o fragmento ósseo da fratura é grande e tem um deslocamento considerável, é indicado o tratamento cirúrgico, que consiste em fixar a fratura com pinos, que permanecem bloqueando e imobilizando a fratura e a articulação pelo período da consolidação óssea (6-8 semanas). Depois são retirados com anestesia local.

É importante que, independente da patologia ou do grau de lesão na região, ao sentir dor no dedo o paciente não hesite em procurar orientação médica. Também é recomendado que o paciente não faça nenhum tipo de automedicação.

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