Problemas comuns

O que é?

Dedo em martelo é uma doença que afeta o tendão e o osso da ponta dos dedos da mão e dos pés, chamados de falange distal. Os dedos em que a ocorrência é maior são o polegar, indicador, dedo médio e anelar. Esses tendões são responsáveis pelos movimentos de extensão e flexão da ponta dos dedos e fazem parte da articulação. A doença ocorre por conta de uma lesão na articulação (que fica na parte superior interior dos dedos).

Quando eles são lesionados na ponta, o dedo não consegue dobrar-se por conta própria, apenas com auxílio da outra mão. Quanto mais distal, ou seja, mais próximo à ponta do dedo, maior será a inclinação dele. A doença ganhou esse nome justamente por conta da semelhança com um martelo quando ele está inclinado.

Quais as causas?

A doença pode ser causada por diversos fatores, sendo o mais comum deles os traumas de grande impacto na ponta dos dedos (como batê-los na porta) fazendo com que ele não retorne a posição original devido a uma lesão.

É muito comum ocorrer durante o esporte (como ao levar uma bolada no dedo), mas também durante atividades diárias, como vestir-se ou torcer uma roupa. Em alguns casos mais raros, os dedos da mão inteira podem ser afetados por conta de uma alteração nos nervos ou na medula espinhal.

Quem faz parte do grupo de risco?

A patologia pode ocorrer em homens e mulheres e, apesar de não se saber a causa exata, eles estão mais suscetíveis a desenvolver dedo em martelo que elas. Vale salientar que a maioria dos diagnósticos (cerca de 95%) da doença são em esportistas e trabalhadores, como aqueles que trabalham na indústria com maquinários de prensa. No caso das mulheres, a doença tem uma maior predisposição a se desenvolver por conta da queda hormonal constante.

O fator idade também é muito importante, já que a maioria dos diagnósticos foram em pessoas de meia idade e idosos. No caso de crianças, a maioria dos casos são advindos de acidentes caseiros.

Quais os sintomas?

Os sintomas vão depender do tipo de lesão, pois pode ocorrer tanto no tendão (lesão tendinosa) como no osso de fixação, dessa forma, o tendão pode puxar uma parte do osso da falange distal (o que causa muita dor). Tanto na mão como no pé, o principal sintoma é a dor na ponta do dedo, com chance de irradiar para toda a extensão dele. Outro sintoma característico é o dedo inchado (edema) e hematoma no local do trauma.

Como é feito o diagnóstico?

O paciente deve buscar atendimento em um ortopedista especialista em mãos quando apresentar algum desses sintomas. Para a consulta, o indivíduo deve preparar uma lista com os sintomas sentidos, um breve relato de sua rotina diária e levar o histórico de saúde individual e familiar no intuito de auxiliar o ortopedista. A partir daí, o médico deve analisar esses dados e realizar o exame físico, que tanto no pé como na mão tem o intuito de avaliar a mobilidade e sensibilidade ao toque.

Em atendimentos de emergência, é importante realizar uma radiografia do pé ou da mão para verificar o grau de trauma e se a lesão no tendão fez com que um pedaço do osso fosse puxado. Dessa forma, é possível determinar o diagnóstico e o grau do trauma.

Encontrando o diagnóstico, quais as opções de tratamento?

As opções de tratamento vão depender da causa e do grau de lesão na mão ou no pé, que pode ser uma lesão inflamação no tendão ou apenas o estiramento dele. O tratamento conservador, também conhecido por convencional, é indicado para os casos menos graves, como por exemplo as lesões acompanhadas ou não de micro fraturas, onde o fragmento da falange distal que se soltou não tenha se deslocado tanto.

Dessa forma, o dedo deve ser imobilizado com uma tala de alumínio, também chamada de tala de Zimmer, por cerca de seis a oito semanas. A tala deve ser trocada pela equipe médica quando se soltar ou molhar e também em um período de duas semanas. O objetivo é deixar a fratura óssea e a lesão cicatrizarem, de modo que a mobilidade retorne.

Contudo, quando a lesão for mais grave, como em grandes fragmentos ósseos que se soltaram da falange distal ou que também se deslocaram muito com o estiramento do tendão, pode ser necessário que o paciente realize a cirurgia para colocar pinos que imobilizem a articulação e o fragmento. De modo que eles ajudem na consolidação óssea, sendo retirados somente com anestesia local.

E nos casos de dedo em martelo tendinoso, o tratamento vai depender do grau de deslocamento do dedo. Se ele estiver flexionado em até 30º, o tratamento conservador a base de imobilização, gelo e medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos é indicado. Mais que isso, é indicado fazer a cirurgia, pois nesses casos a lesão completa causa estiramento das fibras do tendão. A operação consiste em realocar o tendão na forma original e imobiliza-lo com um pino pelo prazo mínimo de oito semanas.

Informações de recuperação e pós-operatório

Após a realização da cirurgia, o paciente deve ser imobilizado com uma tala metálica, permitindo apenas a movimentação do tendão. A tala deve ser trocada a cada dez dias ou quando molhar. Já os pontos devem ser retirados após duas semanas de cirurgia. Depois disso, o paciente deve iniciar o acompanhamento fisioterápico para retomar a mobilidade local e fortalecer a musculatura para ela não atrofiar e o problema retornar. No mais, as atividades normais do paciente só devem ser retomadas mediante autorização médica.

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