Problemas comuns

O que é

 Conhecido entre os médicos como tenossinovite estenosante, o dedo em gatilho é um distúrbio causado por uma inflamação no tendão. Esse nome se dá em virtude da condição do dedo acometido pelo problema, que se mantém dobrado de forma involuntária.

Apesar de não ser um problema tão incomum, ainda pouco se sabe quais são as suas reais causas. De forma geral, os pacientes que mais sofrem com a tenossinovite estenosante são os que já possuem algum histórico de artrite reumatoide ou que, porventura, sejam diabéticos. 

O problema também pode ser resultado de uso repetitivo das mãos. Ou seja, o dedo em gatilho é considerado uma doença ocupacional. Profissionais que se utilizam regularmente das mãos, tal como jardineiros, jornalistas e músicos, por exemplo, estão mais propensos a desenvolver a condição em algum período de suas vidas.

Além de ser limitante, essa inflamação causa fortes dores, já que o dedo se mantém travado em uma posição dobrada. Isso ocorre devido a formação de um edema no tendão responsável pela flexão do dedo. Esse inchaço provoca dores que se irradiam gradualmente da base do dedo lesionado até a região palmar. Principalmente quando o dedo for dobrado e estendido.

Se não bastasse tudo isso, o tendão inflamado pode suscitar o desenvolvimento de um nódulo na base do dedo. Esse inchaço é o causador de um estalo persistente, que se assemelha ao som de um gatilho, sobretudo quando há movimento no dedo.

Apesar de ser um problema de fácil tratamento, a condição causa uma série de desconfortos e limitações para quem eventualmente sofre com ela. O aporte de profissionais de fisioterapia se faz necessário para a regressão do nódulo e para a recuperação dos movimentos. Em casos mais severos, a intervenção cirúrgica se fará necessária. 

Como ocorre 

Pouco se sabe sobre os principais causadores do dedo em gatilho. Muitos ortopedistas destacam fatores hereditários e histórico de doenças como preponderantes no surgimento da condição. 

Além da citada artrite reumatóide e da diabetes, pequenos traumas no dedo podem acarretar no aparecimento da tenossinovite estenosante. Inclusive, muitas vezes, o tratamento de outras doenças ortopédicas nas mãos, tal como a síndrome do túnel do carpo, pode causar a inflamação dos tendões.

Fatores laborais, como em casos de movimentos repetitivos, também são predominantes para o aparecimento desse distúrbio no dedo. De forma geral, os movimentos repetitivos ocorrem após frequente e intenso esforço durante a hora de trabalho. 

Utilizar o teclado do computador com regularidade, por exemplo, já pode bastar para o aparecimento da inflamação. Ou até mesmo o uso dos dedos para tocar um instrumento musical é suficiente para quem está suscetível a padecer com o problema.

O dedo em gatilho, ou dedo em mola, surge em ambos os sexos e em qualquer faixa etária. Inclusive, pacientes do sexo feminino possuem ligeira predisposição para o desenvolvimento da lesão.

Diagnóstico e tratamento 

O diagnóstico é feito por meio de exame de ultrassonografia, indicado por médicos especializados em traumas de mão. Geralmente esse tipo de análise é fundamental para a verificação da integridade das articulações e dos tendões.

Após a identificação da doença, uma série de recursos terapêuticos podem ser preconizados pelo médico responsável.

A princípio, as medidas tomadas pelo profissional são voltadas exclusivamente para a diminuição das dores. Em seguida, a recuperação dos movimentos se faz necessária. Mas para isso, em alguns casos, é necessário imobilizar o dedo com uma pequena tala. A administração de remédios anti-inflamatórios também é de suma importância para o abrandamento do desconforto e diminuição do edema.

Às vezes a solução encontrada pelo médico é a injeção de um corticosteroide que age diretamente na bainha do tendão inflamado. Com a imobilização e aplicação do medicamento, é possível sentir um alívio rápido nos sintomas de dor. Para a melhora dos movimentos do dedo em gatilho, o médico também recomendará sessões de fisioterapia.

Se não houver regressão da doença, mesmo depois de um tratamento contínuo, a cirurgia se faz necessária. A fisioterapia também é fundamental após a cirurgia para evitar complicações, principalmente no movimento do dedo lesionado.  

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