Problemas comuns

 

Com a proximidade das festas de fim de ano, as autoridades se mantêm mais atentas para acidentes relacionados ao uso de rojões e artefatos explosivos. Afinal, o número de internações causadas por explosões e manuseio errado é alto. Confira a seguir os principais cuidados a serem tomados durante o manejo de fogos de artifício e explosivos em geral.

O que é?

Com a proximidade do réveillon, as casas de fogos de artifício triplicam suas vendas para a grande festividade da virada. Com o aumento do comércio de artefatos explosivos durante essas épocas, a incidência de acidentes graves se intensifica. 

Casos de amputações e queimadura na pele não são raros. Por isso as autoridades ficam mais atentas nesse período. Até óbitos são registrados em detrimento dessas brincadeiras. 

Segundo levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde, o Brasil registrou 4.557 internações relacionadas diretamente ao manuseio de artefatos explosivos. O estado da Bahia registrou o maior número de casos, seguido por São Paulo e Minas Gerais. Queimadura na pele ou fortes dilacerações com necessidade de cirurgia da mão geralmente são os casos mais comuns. 

Um dos grandes vilões desses incidentes, dentre todos os explosivos, é o morteiro. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e a Associação Brasileira de Cirurgia da Mão (ABCM), o uso desmedido desses objetos pode ser fatal se forem manipulados de forma inconsequente. Tanto é verdade que, mesmo diante do uso proibido dos artefatos explosivos para pessoas com menos de 18 anos, a faixa etária das vítimas é maior entre adolescentes.

Mas afinal, quais são as consequências de rojões e fogos de artifícios contra uma pessoa? São várias. Sobretudo quando são rojões confeccionados de forma amadora, sem qualquer certificado que garanta integridade e segurança. Quem o manuseia sofre grandes riscos de que o artefato exploda na mão, com possibilidade de ferimentos graves em várias regiões do corpo.

A queimadura na pele é o incidente mais comum, principalmente nas mãos e nos braços. Até cegueira causada por queimadura na retina pode ocorrer durante uma explosão malsucedida. Em virtude do seu agravamento, um médico especialista em mãos (que pode ser encontrado em postos de saúde e prontos socorros) deve ser procurado com rapidez.

Outro fator preponderantemente de risco, se refere ao uso de roupas sintéticas durante o manuseio de rojões. Por serem inflamáveis, o risco de queimaduras pelo corpo, no caso do contato do tecido com o fogo, é alto. Por isso, também é importante se atentar sobre a vestimenta e a qualidade do rojão a ser manipulado durante as festividades de fim de ano. 

Ferimentos ou cortes nas mãos correspondem a 20% das internações por explosão desses artefatos. Inclusive, amputações também não são incomuns. De forma geral os dedos são os mais atingidos. Nos casos mais graves, sobretudo quando há lesão no nervo periférico, uma cirurgia da mão se faz necessária. Principalmente quando o membro for altamente comprometido pelo estouro. Caberá ao médico especialista em mãos indicar o melhor caminho para a recuperação e tratamento.

Prestando atendimento

Em caso de acidente, a vítima não deve ser medicada antes da análise de um profissional da saúde. O consenso médico reforça o pronto atendimento de forma comedida, até que o paciente seja conduzido ao hospital mais próximo.

Dentre as medidas cabíveis em incidentes que envolvem queimadura, recomenda-se a higienização do local atingido pela explosão. De preferência com água fria ou soro fisiológico, para depois ser envolvido em um pano umedecido.  O uso de cremes é totalmente descartado nesses casos. O mesmo é válido para casos de sangramentos. Ou seja, o uso de panos úmidos pode contribuir para o estancamento.

Se houver algum membro mutilado, a parte dissipada deve ser protegida para que seja reimplantada por um cirurgião de mão, ou outro profissional de saúde. O material deve ser colhido e armazenado em algum compartimento de isopor, já que contribui para a preservação do membro. O médico especialista em mãos será o mais indicado para fazer o reimplante dos dedos e membros dissipados. 

Prevenção

A prática de soltar fogos e rojões, que já foi muito popular no Brasil, felizmente vem diminuindo em paralelo à conscientização. Porém, muitas pessoas ainda não abrem mão desse costume, que já é cultural. A princípio os fogos devem vir com certificado de segurança. O manuseio do artefato deve ser feito por um adulto experiente e, de preferência, longe de outras pessoas e em locais abertos. Um protetor para as mãos é indicado. Após o uso do morteiro, o mesmo deve ser descartado em uma vasilha com água.

Tanto os rojões, quanto os fogos de artifício devem ser comprados em casas especializadas. Em nenhuma hipótese confie em produtos caseiros ou de procedência duvidosa.

Menu - Problemas comuns

Consultório - Cotia, SP

Avenida Santo Antônio, 53
Tel: 4616-0406


Consultório - São Paulo, SP

Rua Conselheiro Brotero, 1505
Conjunto 31, 8º Andar
Tel: 3667-6132
Nextel: 94765-3990