Problemas comuns

 

Você já deve ter visto em algum filme ou documentário sobre escaladores de grandes montanhas algo sobre congelamento; talvez alguém reclamando de falta de sensibilidade nas mãos ou até uma alteração de cor nas pontas dos dedos.

Para quem mora no Brasil e nunca foi afetado por temperaturas baixíssimas, parece que é mesmo “coisa de filme”, mas essa é uma realidade, principalmente entre atletas de esportes realizados em temperaturas extremas.

O termo técnico utilizado para falar sobre congelamento é frostbite, algo como ‘congelamento dos tecidos’.

Como ocorre?

O corpo humano trabalha 24 horas por dias, sete dias por semana. Uma das funções realizadas o tempo todo é o envio de sangue para todas as suas partes. Basicamente, o processo ocorre na região do tórax/coração (que envia e recebe o tecido conjuntivo líquido rotativamente). A partir dali, o sangue vai para todas as regiões, inclusive para as extremidades, como braços, pernas e dedos.

Quando uma pessoa é exposta a temperaturas muito baixas, mesmo que por pouco tempo, esse processo sofre alterações. Os vasos sanguíneos se contraem e o fluxo de sangue enviado para as extremidades diminui. Por isso, os dedos das mãos sofrem mais diretamente com o congelamento, bem como os dedos dos pés, orelhas e nariz.

É importante lembrar que o congelamento dos dedos não depende somente do tempo que a pessoa permanece em temperaturas baixas (ainda que possa ocorrer por exposição prolongada). Se o frio for extremo, poucos minutos podem ser necessários para causar o frostbite.

Esse tipo de lesão é bastante recorrente em atletas que realizam provas em ambientes de frio extremo, como corrida em baixas temperaturas e alpinismo (por exemplo, no Monte Everest).

Sintomas

O congelamento dos dedos pode ocorrer em três graus que serão descritos a seguir. No entanto, o primeiro sintoma geral é a perda de sensibilidade nos dedos. Talvez você já tenha sentido algo parecido depois de lavar as mãos com água extremamente gelada em um dia muito frio. Justamente por ser “leve”, muitas pessoas ignoram esse primeiro sinal.

O sintoma pode ser um indicador do primeiro grau de dedos congelados, conhecido como frostnip. É o grau mais leve, sendo percebido também por uma coloração azulada/arroxeada das pontas dos dedos ou pela palidez dos mesmos (coloração semelhante àquela que surge após tempo prologando com os dedos na água).

A etapa seguinte é conhecida como segundo grau superficial. Nesse momento, além da pouca sensibilidade começam a se formar também bolhas nos dedos.

O próximo grau é chamado de segundo grau profundo. Nessa fase, a sensibilidade nos dedos é zero e ocorrem bolhas de sangue e inchaço (dedos roxos). Se o quadro continuar evoluindo sem tratamento, o resultado serão as necroses – o terceiro grau.

Tratamento

A cada fase o tratamento se torna mais demorado e difícil. Por isso é extremamente importante procurar ajuda médica já nos primeiros sinais, até porque é comum ser preciso esperar alguns dias para que o médico possa se certificar do nível da lesão, já que a probabilidade de identificar o estágio por exames é baixa.

De maneira geral, o tratamento consiste no reaquecimento da área afetada – de forma gradativa – e ingestão de medicamentos que vão ajudar o sangue a circular melhor, diminuindo a vasoconstrição. A volta da sensibilidade pode demorar horas, dias, semanas ou até meses, dependendo do grau da lesão.

Nos casos de gangrena, quando o tecido já morreu, a indicação pode ser a amputação do membro realizada por um cirurgião da mão. Mas, vale lembrar que essa é sempre a última das últimas opções. A equipe médica tenta de todas as formas reverter o quadro, inclusive realizando procedimentos cirúrgicos para retirada de tecidos parciais, a fim de evitar a amputação.

Prevenção

Se você é um atleta que se expõe a temperaturas muito baixas, se prepare! A melhor maneira de evitar o frostbite consiste em saber quais as condições do local onde você realizará sua atividade; usar as roupas e equipamentos adequados; evitar a exaustão e se hidratar bem.

Antes de partir para sua jornada, converse com o seu médico e treinador. Ambos poderão te orientar da melhor maneira para evitar o congelamento dos dedos e de outras extremidades.

 

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