Problemas comuns

O que é?

Clinodactilia se trata de um termo médico que nomeia uma das várias anomalias de má formação que podem acontecer nos dedos das mãos ou dos pés e que são muito mais comuns do que se imagina. A Clinodactilia se caracteriza pela curvatura da falange do meio do dedo, geralmente o mindinho ou dedo pequeno, que em vez de crescer reto se dobra em direção ao dedo anelar.

Essa curvatura ou clinodactilia é desencadeada por conta de uma anormalidade – uma epífise – na placa de crescimento da falange média, que pode ser desde uma simples herança genética até causada por algum outro distúrbio. Normalmente, essa placa deveria servir apenas de base para o osso do dedo mas, nestes casos, ocupa o espaço ao redor do osso e causa uma alteração que pode ser leve e quase imperceptível ou grande o suficiente até mesmo para atrapalhar o dia a dia do paciente. Por conta desse crescimento irregular, é comum que a curvatura piore com a idade.

Além da Clinodactilia, existem outros distúrbios de má formação que podem ocorrer nos dedos das mãos ou pés, como a Camptodactilia, que também é uma deformidade, mas que, diferente da clinodactilia, causa a rigidez dos dedos e dificuldade em flexioná-los; a Polidactilia, caracterizada pela presença de maior número de dedos do que o considerado normal; e a Sindactilia, que seria a junção de dois ou mais dedos.

Quais as causas da Clinodactilia?

A Clinodactilia pode ter diferentes causas que geralmente se explicam com o histórico do paciente. Ela pode estar desde associada a uma herança genética, se apresentando como uma anomalia isolada; ser causada por um trauma térmico ou físico durante o processo de crescimento ou até por uma artrite reumatoide juvenil; ou ainda se tratar de uma manifestação de uma síndrome genética.

É importante destacar que a Clinodactilia pode estar associada a pelo menos 60 síndromes genéticas, entre elas Down, Klinefelter, Aperts, Turner, Carpenter, Seckel. Por isso, quando identificada já no pré-natal, durante a ultrassonografia obstétrica, pode indicar a presença de uma anomalia cromossômica no feto – ou seja, a possibilidade de uma síndrome como as citadas.

Quais são os sintomas?

Na maioria dos casos, principalmente quando se trata de uma herança genética, a Clinodactilia não causa nenhum sintoma e inclusive pode passar despercebida. Quando a curvatura é muito grande, porém, pode ser que haja dificuldade em mover normalmente os dedos ou que seja um incômodo na hora de realizar funções comuns do dia a dia, como segurar talheres, xícaras, escrever, entre outros.

É importante ficar atento no caso de crianças ou adolescentes em fase de crescimento que apresentem a Clinodactilia, em caso de pioras drásticas, já que é comum que a curvatura aumente conforme o desenvolvimento dos dedos.

Como é feito o diagnóstico?

Não existe um consenso exato quanto ao grau de angulação que justifique um diagnóstico. Na maioria das vezes, são considerados números entre 15° e 30°, mas isso pode variar bastante de médico para médico e também de acordo com o caso do paciente.

Quando há incomodo físico ou emocional, o paciente deve procurar por um médico ortopedista especialista em mãos ou pés – dependendo da região afetada. O profissional poderá fazer o diagnóstico por meio de um exame físico e, quando necessário, radiografias.

Apenas há necessidade de recorrer a cirurgias de correção quando se trata de uma deformidade drástica, que esteja incapacitando o paciente ou causando danos emocionais. Neste caso, o melhor caminho a ser seguido deve ser discutido com o médico ortopedista.

Quais os tratamentos para a Clinodactilia?

Além da cirurgia, que pode ser uma solução para casos de clinodactilia mais grave, crianças pequenas – até cinco anos – podem optar por procedimentos alternativos que não permitem a correção imediata, mas auxiliam na correção gradual conforme o crescimento.

Depois dessa idade, em que a clinodactilia se torna mais notável e até problemática, os tratamentos cirúrgicos, em que o osso pode ser cortado e realinhado por meio de uma osteotomia, passam a ser a única opção.

Após a cirurgia, é comum que os pacientes sintam certa rigidez na articulação do dedo e alguma dificuldade para mexê-lo normalmente por alguns meses. Essa sensação geralmente melhora com sessões de fisioterapia que são recomendadas para a boa recuperação do paciente. No geral, após o tempo de recuperação – que pode variar de acordo com cada caso e dificuldade da cirurgia – os resultados são muito positivos.

Apesar disso, é importante lembrar que a Clinodactilia na grande maioria das vezes não afeta a vida do paciente em absolutamente nada, se tratando muito mais de um problema estético do que funcional. Por isso, vale sempre procurar por um profissional confiável e considerar todas as opções antes de optar pelo processo cirúrgico.

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